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OAB Pelotas promove entrevistas com candidatos a prefeito

publicado quinta-feira, 22 de setembro de 2016 em Notícias

A Subseção Pelotas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) promoveu na noite de quarta-feira(21) um ciclo de entrevistas com os candidatos ao cargo de prefeito de Pelotas. O encontro, mediado pelo jornalista Clayton Rocha, foi realizado no auditório da OAB Pelotas.
Todos aspirantes ao posto de chefe do executivo pelotense receberam convite. Os candidatos Fábio Tedesco (Pros), Flávio Souza (PT do B), Jurandir Silva (PSol), Paula Mascarenhas (PSDB) e Marco Marchand (Pen) responderam a perguntas previamente formuladas por advogados inscritos na Seccional. Não comparecem ao auditório Anselmo Rodrigues (PDT), Ledinei Santana (PMN) e Miriam Marroni (PT).

Formato
A ordem das entrevistas foi estabelecida previamente com os responsáveis pela candidatura. Todos os candidatos tiveram 30 minutos para falar ao público presente no auditório da OAB Pelotas. Inicialmente, foram concedidos três minutos para apresentação. Após, em dois minutos e 30 segundos, os candidatos responderam perguntas formuladas pelos candidatos nos temas Cultura e Turismo, Esporte e Educação, Segurança e Cidadania, Finanças e Tributos, Funcionalismo, Saúde, Transporte e Trânsito e Saneamento. Antes das considerações finais, foi proposta questão acerca do estacionamento público no complexo Judiciário, demanda importante para todos os cidadãos.

Principais trechos

Confira abaixo alguns trechos das entrevistas na ordem em que foram realizadas:

– Fábio Tedesco (Pros)
O candidato tem algum projeto concreto para geração de novos empregos em Pelotas?
Resposta: “Escutei alguém falando que o prefeito não tem responsabilidade com os empregos. Mas a geração de empregos é, sim, uma responsabilidade direta, por que se nós não investirmos nas empresas locais, perderemos nossos filhos para outras cidades e outros estados. Eu tive que sair daqui para poder ganhar mais prestando consultoria. Tenho oito anos de consultoria na área pública. Fiz consultoria pra empresas que desenvolvem sistemas para gerenciamento de munícipios. Atuei em quatro áreas distintas: recursos humanos, folha de pagamento, contabilidade pública, integração contábil e, também, soluções pra governo. E resolvi problemas em outros municípios. Baseado nisso, eu entendo que para que possamos avançar nesta forma na cidade de Pelotas, gerando emprego e renda, nós temos que valorizar as empresas daqui.”

– Flávio Souza (PT do B)
Qual a proposta do candidato para os antigos e novos contratos dos comerciantes do Pop Center?
Resposta: “Em relação ao Pop Center, especificamente, é necessário rever esse contrato. Eu tenho a percepção que aquele espaço está em cima de uma praça pública. E uma grande confusão: é público ou é privado? Até onde vai a parceria? É privada, mas quem vai lá fechar o portão e a retirada de quem não paga é a guarda municipal. Os serviços prestados de limpeza e arborização são feito pela prefeitura. Mas é privado. O espaço quadrado mais caro de Pelotas pra quem quer comercializar é ali. Uma pessoa paga por uma banca um pouco mais de mil reais, mas nós sabemos que tem quatro, cinco, seis, dez bancas. O que mudou isso? É preciso fazer outra estrutura que possa realmente dar empregos para ambulantes. Porque, pelo que percebi, algumas pessoas acessaram aquele espaço como empresários que já eram.”

– Jurandir Silva (PSol)
Qual a posição do candidato e quais as propostas para a educação inclusiva?
Resposta: “A Constituição determina que os municípios invistam 25% do seu orçamento em educação. A não ser que exista uma lei municipal que diga que tem que ser mais. E é o que nós temos aqui em Pelotas, a Lei Orgânica do Município, que afirma que tem que ser 30%. E nós não temos um investimento de 30%. Então é necessário a gente avançar nesta perspectiva com mais investimento. Nós entendemos que é absolutamente necessário cortar cargos de confiança. Todas as pesquisas do Brasil dizem que há algo que uma prefeitura pode fazer e é fundamental é cortar cargo de confiança. E assim a gente pode ter mais investimento em educação. Com isso a gente pode avançar na educação como um todo e entrar na educação inclusiva que, de fato, é sonegada em nossa cidade.”

– Paula Mascarenhas (PSDB)
O candidato pretende propor uma revisão na planta de IPTU?
Resposta: “Nós passamos pelo momento mais difícil, porque a planta de valores de Pelotas tinha muitos problemas, era muito defasada, tinha incongruências, porque sempre tinha sido feita essa atualização em outros governos com um teto de 70%. Fazia com que imóveis de menor valor subissem até o teto, e fossem atualizados no total. E imóveis de maior valor paravam nesse teto, porque eles normalmente ultrapassariam o teto. O que fez com que muitas pessoas pagassem mais IPTU por imóvel de menos valor do que quem tinha um imóvel de mais valor. Terrenos com valor de mercado de R$ 200 mil, R$ 300 mil, pagando valor de IPTU de R$ 20 mil. Pagavam menos pelo IPTU, mas pagavam o preço de ter uma prefeitura empobrecida, sem capacidade de investimento. Essa atualização nos permitiu ter capacidade de investimento e está garantindo as obras que estão aí.

– Marco Marchand (Pen)
Existe algum projeto de pavimentação do Laranjal?
Resposta: “A cidade tem um grande problema que nós não temos um sistema de drenagem bem feito, pois é muito plana. Então, o asfalto não dura nada em Pelotas. Se nós olharmos em direção à Baronesa, o lado direito é asfalto e, na mesma via, o lado esquerdo é bloco de pavimentação de concreto. Aqueles blocos devem ter uns 25 anos sem manutenção. Se olharmos a São Francisco de Paula, hoje ela tá com relevo, tá bem ruim de passar. Mas vocês vejam que ele não apodreceu e não criou a cratera que quebra o pneu. Com o tempo, lógico, tudo precisa de manutenção. Então está mais que provado que Pelotas não suporta um único modelo de pavimento. Mas o modelo do asfalto é praticamente jogar dinheiro fora. Nunca espere do nosso governo, no Laranjal, uma parte de asfalto sequer. Lá nós trabalhamos só com bloco de pavimentação.”

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