A primeira atividade do ano do programa Direito às Seis e Meia lotou o auditório Alcides de Mendonça Lima, na última terça-feira (26/01), durante a realização do curso Implantação do novo processo eletrônico na Justiça Federal. As orientações foram ministradas pelo supervisor administrativo, Charlon Soares dos Santos, e o distribuidor, ambos da Justiça Federal, Carlos Eduardo Antunes de Lima.
Até o final de janeiro não haverá outra forma de ajuizar uma ação na JFRS, a não ser pela via do processo eletrônico. O pocedimento será obrigatório. O novo sistema busca a agilização e a modernização processual, além de preservar o meio ambiente, já que deixa de utilizar papel.
Em Porto Alegre, as Varas de Execuções Fiscais já estão atuando com o novo procedimento desde o início de dezembro de 2008. A expectativa é de que no final do mês de janeiro 100% das Varas Federais do Estado estejam recebendo os novos processos de forma exclusivamente digital.
O novo sistema permite o recebimento dos processos dispensando o uso do papel. O acesso é feito a partir da página da Justiça Federal do Rio Grande do Sul (www.jfrs.jus.br).
Para utilizar este sistema de processo eletrônico, não há necessidade de realizar a Certificação Digital. Para efetuar consulta pública não é necessário cadastro. Entretanto, para peticionar, o advogado precisará se credenciar, preenchendo a ficha no site da Justiça Federal. Após, o mesmo deverá comparecer à Central de Atendimento ao Público, na Distribuição ou na Vara Federal, para ativar o cadastro, que será feito com a apresentação da carteira da OAB, e registrar uma senha pessoal.
O advogado que já possui cadastro no sistema E-proc não necessita cadastrar-se novamente. O usuário será sempre a sigla do Estado mais o número da OAB. A senha é pessoal e intransferível, configurando-se como a assinatura do advogado. Quanto às custas processuais, neste primeiro momento será necessário digitalizar e anexar os recibos junto ao processo.
A partir da implantação, todas as novas ações ajuizadas serão eletrônicas, só subsistindo no papel os processos antigos. Os dois sistemas deverão coexistir num primeiro momento, mas a troca será feita progressivamente, até que toda a jurisdição funcione totalmente pelo sistema digital.
A expectativa da JFRS é de que, até o final de janeiro, todos os novos processos ajuizados de forma digital sejam julgados eletronicamente. A ferramenta tornará o trâmite processual mais rápido, representando economia de tempo e dinheiro, além de beneficiar o meio ambiente com a diminuição gradual do uso de papel.
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