O ódio disseminado contra as pessoas LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexos) nos afeta, seja no Brasil, em Orlando ou em qualquer lugar do mundo. Nosso país é um dos países mais homofóbicos e transfóbicos do mundo, de acordo com o relatório do Conselho de Direitos Humanos da ONU (2011).
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos publicou um relatório (2015) e pontuou que o Brasil é o país mais homofóbico e transfóbico dos 35 países das Américas. De acordo com o GGB (Grupo Gay da Bahia) em âmbito nacional foram registradas aproximadamente 321 mortes por ano nos últimos 3 anos. Ou seja, a cada 28h uma pessoa LGBTI é morta no Brasil em virtude de sua orientação sexual ou identidade de gênero. Discursos de ódio contra os LGBTI e a falta de políticas públicas fazem com que os Estados chancelem a violência homofóbica e transfóbica.
Apesar de alguns grupos extremistas apontarem o atirador de Orlando como um de seus seguidores, não se trata somente de terrorismo; o crime foi através do terrorismo, mas pela via da homofobia e transfobia. A violência de hoje ocorrida em Orlando afeta todos nós – inclusive aos heterossexuais, também vítimas de homofobia de acordo com o disque 100 do Governo Federal.
NÓS ABAIXO ASSINADOS REPUDIAMOS de forma veemente qualquer agressão física, psicológica ou virtual contra as pessoas LGBTI e seus defensores. Hoje estamos de luto, mas nossa força permanece e temos a certeza de que nosso trabalho em prol de um país livre de discriminação, solidário e com respeito ao próximo, não é e não será em vão.
Acesse aqui a nota de repúdio, assinada em conjunto pela CDS OAB-RS e pelo CFOAB.
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